Em uma rápida volta nas ruas, podemos ver diversas pessoas sempre
acompanhadas dos seus aparelhos celulares e, na maioria das vezes, com fones de
ouvido. Muitas pessoas utilizam os fones de ouvido para ouvirem música enquanto
caminham, trabalham ou esperando numa fila do banco, por exemplo. O uso dos
fones acontece principalmente entre os mais jovens que, de acordo com o médico
otorrinolaringologista Carlos Cachoni Júnior, procuram uma forma de procurar
calma e felicidade e abafar os ruídos externos. Porém, o que muitos não sabem é
que este hábito pode trazer como consequência a perda da audição a médio prazo.
Segundo o profissional, além da perda gradativa da audição, o uso dos
fones de ouvido também podem trazer outros problemas como zumbidos e barulhos
agudos frequentes. Outros sinais de que a audição não anda bem é quando as
pessoas assistem a televisão em alto volume, falam em alta voz e
solicitam das pessoas a repetição de frases e palavras, mesmo em lugares
silenciosos.
Há ainda outro problema de grande importância e ainda desconhecido
por muitos. A dependência dos fones de ouvido que levam à dificuldade de
concentração e ao nervosismo excessivo. “Nesta dependência , quando da falta
dos fones, a pessoa passa por um quadro de abstinência semelhante ao quadro
sofrido pela abstinência química”, afirmou o médico. Os primeiros sintomas
surgem a partir do momento em que a pessoa nota as consequências acima citadas.
Em média, a potência considerada não prejudicial é de até 85 decibéis.
Quanto maior for a intensidade, menor é o tempo que podemos ficar expostos aos
sons do fone sem sofrer as consequências mais tarde.
Tipos de fones de ouvido
Atualmente, existem dois tipos de fone de ouvido no mercado: o
fone simples, pequeno com fio que se encaixa no ouvido, e o fone que tem um
arco, que é colocado na cabeça, e que geralmente tem abafadores dos sons
externos. “O primeiro é o mais prejudicial, pelo fato de serem pequenos e o som
ir direto para o canal auditivo. O melhor fone seriam aqueles maiores com
abafadores”, aconselhou o profissional.
Além da escolha do fone menos agressivo para a audição, é preciso que as
pessoas adeptas ao uso deste tipo de aparelho sigam algumas recomendações. São
elas: deixar o volume na metade do volume máximo; verificar com as pessoas próximas
se o som está sendo ouvido por elas; não ficar muitas horas seguidas ouvindo
música pelos fones; evitar o uso de fones pequenos; e, por fim, procurar o
auxílio de um profissional especialista ( otorrinolaringologista) e de um
fonoaudiólogo.
Allana, Joyce, Mirelly, Vanessa, Josinayra, Jordânia, Nádia
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